Archivos Latinoamericanos de Producción Animal. 2023. 31 (3)
veis de protna no concentrado de vacas da raça Curraleiro Duro:
consumo, digestibilidade, produção e composição do leite.
1
Recibido: 20201029. Aceptado: 20230825
Autor da correspondência: franbonatti@gmail.com
277
Paloma Maria Leite Franciscatti
Protein levels in concentrate from Curraleiro Pé Duro cows: intake,
digestibility, production and milk composition.
Abstract. The objective was to evaluate the effect of increased protein in the concentrate on the intake and
digestibility of nutrients, milk production and composition of primiparous cows of the Curraleiro PéDuro breed in
a rotational grazing system in Megathyrsus maximum (cv. Mombaça) pasture.Four newly hatched animals were
used, in a Latin square design, supplemented with 3 kg of concentrated feed containing 16, 18, 20 and 22 % CP. The
concentrate was supplied in installments after milking. Milking was manual and performed twice a day with the
presence of the calf. In the last days of each experimental period, milk samples were collected and analyzed for
their physicalchemical quality, density and pH; blood samples for analysis of glucose and plasma urea levels; and
food samples for determining food digestibility. An increase in protein intake and digestibility of crude protein and
ether extract was observed with an increase in the percentage of CP in the concentrate. The digestibility and intake
of other nutrients were not influenced. The animals supplemented with 20 and 22 % CP had a higher amount of
glucose in the blood. Milk protein increased from 18 % CP supplementation. Lactose and total milk solids increased
from 20 % of CP in the diet. Fat and milk production were not influenced by the protein level in the concentrate,
varying between 3.25 to 3.45 % and 5.04 to 5.29 liters/cow/day, respectively. The increase in CP levels in the
concentrate feed of Curraleiro Duro cows promoted an increase in the intake and digestibility of CP in the feed,
and in the levels of protein, lactose and nonfat milk solids, however it did not influence the fat and milk
production.
Keywords: lactation, pasture, naturalized breed, protein supplementation
https://doi.org/10.53588/alpa.310306
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Aquidauana, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Franscine Kelli Quinhones Bonatti
1
Resumo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o consumo e digestibilidade de nutrientes, produção e
composição do leite de vacas Curraleiro Duro mantidas em sistema de pastoreio, suplementadas com
diferentes níveis de proteína bruta (PB) no concentrado. Foram utilizadas 4 vacas primíparas da raça Curraleiro
PéDuro a partir dos 10 dias pósparto, num delineamento em quadrado latino, suplementados com 3 kg de
ração concentrada contendo 16 %, 18 %, 20 % e 22 % de PB em sistema de pastejo rotacionado em pastagem de
Megathyrsus maximum (cv. Mombaça). O fornecimento do concentrado foi efetuado de maneira parcelada após as
ordenhas. Nos últimos dias de cada peodo experimental foram coletadas amostras de leite e analisadas quanto
a sua qualidade fisicoquímica, densidade e pH; amostras de sangue para análise dos teores de glicose e uréia
plasmática; e amostras de alimentos para a determinação da digestibilidade dos alimentos. Foi observado
aumento no consumo de protna e digestibilidades da protna bruta e do extrato ereo, com o aumento da
porcentagem de PB no concentrado. A digestibilidade e o consumo dos demais nutrientes não foram
influenciados. Os animais suplementados com 20 % e 22 % de PB apresentaram maior quantidade de glicose no
sangue. A protna do leite aumentou a partir da suplementação de 18 % de PB. A lactose e os sólidos totais do
leite, aumentaram a partir de 20 % de PB na dieta. A gordura e a produção de leite não foram influenciadas pelo
nível de proteína no concentrado. O incremento dos níveis de PB no alimento concentrado de vacas Curraleiro Pé
Duro promoveu aumento no consumo e na digestibilidade da PB dos alimentos, nos teores de proteína, lactose e
sólidos não gordurosos do leite, no entanto não influenciou a gordura e a produção de leite.
Palavraschave: lactação, pastagem, raça naturalizada, suplementação proteica
Marcus Vinicius Morais de Oliveira
Dirce Ferreira Luz
278
Introdução
Franciscatti et al
O gado Curraleiro Duro descende das raças
ibéricas trazidas para o Brasil pelos portugueses e
espanhóis no período colonial. Esses bovinos foram se
ambientando gradativamente as condições de seca,
calor intenso, pastagens de baixa qualidade e a outros
fatores adversos do ambiente (Carvalho et.al., 2013).
Depois de alguns séculos de seleção natural, estes
animais se tornaram resistentes e adaptados a essas
condições desfavoráveis (Carvalho et al., 2001). São
animais pequenos com altura de cernelha ao redor de
1,24 m e peso médio de 380 kg para os machos, e 1,18
m e 300 kg para fêmeas. Possuem temperamento dócil
e podem ser selecionados tanto para leite quanto para
carne (Salles et al., 2013). As fêmeas apresentam
habilidade materna, e a produção de leite beneficiam
famílias que utilizam estes animais como fonte de
alimento ou geração de renda (Castanheira et al., 2013).
matrizes de vacas produtoras de leite, registradas
na Associação Brasileira de Criadores de Gado
Curraleiro Duro, com produções variando de 5 a 7
litros de leite por dia (ABCPD, 2015).
A conservação, manutenção e caracterização genética
desta raça é objeto de trabalho da Rede de Recursos
Genéticos Animais (RGAs) da Plataforma de Recursos
Genéticos da EMBRAPA e de seus parceiros (Egito et
al., 2011). De acordo com Egito et al., (2007) o rebanho
Curraleiro Duro contribuiu para a formação das
raças Caracu, Mocho Nacional e Junqueira.
A raça Curraleiro Duro, devido ao seu menor
porte corporal e exigência nutricional, é uma opção
para a pecuária em regiões de baixa disponibilidade
forrageira (Egito et al., 2007). Em épocas de estresse
nutricional, apesar de perderem peso, os animais
mantêm a saúde e recuperam rapidamente a condição
corporal quando as condições ambientais melhoram
(Salles et al., 2013), pois aproveitam adequadamente as
pastagens regionais, sem a necessidade de
suplementação alimentar (Bianchini et al., 2006).
Os animais dessa raça apresentam boa relação custo
benefício, pois exigem baixos investimentos no processo
produtivo (Primo, 1992; Mariante e Cavalcanti, 2006).
Embora sejam muito adaptadas as pastagens de baixa
qualidade, a proteína e a energia da dieta são indispenveis
para a produção de leite e o desenvolvimento das funções
metabólicas (Paiva et al., 2013).
Sabese que a ingestão de proteína bruta (PB) em
níveis abaixo de 7 % da dieta proporciona redução no
consumo em decorrência ao não atendimento às
exigências mínimas dos microrganismos ruminais
(Van Soest, 1994). Isso ocorre devido ao baixo teor de
nitrogênio ruminal que limita o crescimento
microbiano, provocando redução da digestibilidade da
parede celular (Obeid et.al., 2007). Por outro lado, a
ingestão de proteína bruta (PB) em excesso está
relacionada à maior excreção de ureia com desperdício
de nitrogênio e energia, e aumento do custo da dieta
Niveles de proteína en concentrado de vacas Curraleiro Pé Duro: consumo,
digestibilidad, producción y composición de la leche
Resumen. El objetivo fue evaluar el efecto del aumento de proteína en el concentrado sobre el consumo y
digestibilidad de nutrientes, producción de leche y composición de vacas primíparas de la raza Curraleiro PéDuro
en sistema de pastoreo rotacional en potrero Megathyrsus maximum (cv. Mombaça). Se utilizaron cuatro animales
recién nacidos, en diseño de cuadrado latino, suplementados con 3 kg de alimento concentrado con 16, 18, 20 y 22 %
de PC. El concentrado se suministró en cuotas después del ordeño. El ordeño fue manual y se realizó dos veces al
día con la presencia del ternero. En los últimos días de cada período experimental se recolectaron muestras de leche
y se analizaron su calidad físicoquímica, densidad y pH; muestras de sangre para análisis de glucosa y niveles de
urea en plasma; y muestras de alimentos para determinar la digestibilidad de los alimentos. Se observó un aumento
en el consumo de proteína y la digestibilidad de la proteína cruda y el extracto etéreo con un aumento en el
porcentaje de PC en el concentrado. La digestibilidad y el consumo de otros nutrientes no se vieron afectados. Los
animales suplementados con 20 y 22 % de PC presentaron mayor cantidad de glucosa en sangre. La proteína de la
leche aumentó con la suplementación con 18 % de PC. La lactosa y los sólidos lácteos totales aumentaron del 20 %
de la PC en la dieta. La producción de grasa y leche no fue influenciada por el nivel de proteína en el concentrado.
El aumento de los niveles de PC en el alimento concentrado de vacas Curraleiro Duro promovió un aumento en
el consumo y digestibilidad de PC en el alimento, y en los niveles de proteína, lactosa y sólidos lácteos magros, sin
embargo no influyen en la producción de grasa y leche.
Palabras clave: lactancia, pasto, raza naturalizada, suplementación proteica.
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Níveis de proteína no concentrado de vacas da raça Curraleiro Pé Duro
Material e Métodos
(Paiva et al., 2013). Segundo Pereira et al. (2005), o teor
de proteína na dieta tem correlação positiva com
consumo em vacas lactantes, sendo este efeito
proveniente parcialmente do aumento da proteína
degradável no rúmen e melhora na digestibilidade dos
alimentos. Neste sentido, estudos que mensurem o
desempenho animal destas raças, com diferentes níveis
de proteína bruta são essenciais para um bom manejo.
As raças bovinas leiteiras, possuem descrições exten
sas sobre produção e propriedades do leite, o mesmo
não ocorre com as raças Curraleiro PéDuro.
Características como quantidade e qualidade do leite
devem ser consideradas para valorização da raça e a
possibilidade de obtenção de produtos lacteos (Simili e
Lima, 2007). Neste contexto, a produção e a composição
do leite de vacas Curraleiro Duro desempenham um
papel importante associado com aspectos econômicos
nas regiões onde estes animais habitam.
Assim, com o intuito de obter mais informações
desta raça, foi desenvolvido este trabalho, com o
objetivo de avaliar o consumo e a digestibilidade de
nutrientes, a produção e a composição físicoquímica
do leite de vacas da raça Curraleiro Duro mantidas
em sistema de pastoreio, suplementadas com
diferentes níveis de proteína bruta no concentrado.
O experimento foi realizado no setor de Bovi
nocultura de Leite da Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul (UEMS), Aquidauana, Mato Grosso do
Sul (latitude 20º28' longitude 55º48' O e altitude de
149 m, com temperatura média anual de 27 °C).
Um total de 4 vacas primíparas da raça Curraleiro
Duro, com peso médio de 250 ± 30 kg, foram
utilizadas em condição de pastoreio rotacionado, com a
gramínea Megathyrsus maximum cv. Mombaça, numa
área subdividida em 16 piquetes de 0,5 hectare e
suplementadas com concentrado. Os animais foram
distribuídos num delineamento em quadrado latino
4x4, com quatro animais e quatro tratamentos, sendo
os tratamentos os níveis de PB do concentrado (16 %,
18 %, 20 % e 22% de PB). A composição nutricional do
concentrado apresentamse na Tabela 1.
Tabela 1 Ingredientes e composição química dos concentrados
Ingredientes (kg) Nivel proteico do concentrado
16% 18% 20% 22%
Grão de milho triturado 78,8 73,9 69,0 64,1
Farelo de soja 17,3 22,2 27,1 32,0
Amiréia 0,1 0,1 0,1 0,1
Calcário calcítico 1,3 1,3 1,3 1,3
Mistura mineral¹ 2,5 2,5 2,5 2,5
Composição química (%)
PB 16,1 18,0 20,1 22,2
FDN 16,3 15,2 12,5 11,4
FDA 3,17 3,42 3,71 3,75
EE 2,08 2,19 2,37 2,56
¹Cálcio: 120g; fósforo: 88 g; sódio: 132g; enxofre: 12 cobalto: 55 mg; cobre: 1.530 mg; cobre: 1.800 miodo: 75 mmanganês: 1.300 mselênio: 15 mg; zinco: 3.630
mg; cromo: 10 mg; flúor: 880 mg; fosforilato base: 100g. PB: proteína bruta; FDN: fibra em detergente neutro; FDA: fibra em detergente ácido; EE: extrato etério; NDT
nutrientes digestíveis totais.
Os tratamentos foram redistribuídos aos animais ao
longo do tempo, nos períodos experimentais. Cada
período experimental teve duração de 14 dias, dos
quais dez dias foram para adaptação dos animais aos
níveis de PB e quatro dias para coleta dos dados. O
experimento iniciou dez dias após o parto das vacas,
que ocorreu no período das chuvas no Pantanal Sul
Matogrossense, onde temse maior disponibilidade de
forragem nas pastagens, e o período de parto dos
animais programado para esta época do ano. Cada
animal recebeu 3 kg de concentrado/dia, contendo
diferentes níveis de PB (16 %, 18 %, 20 % e 22% de PB).
As dietas foram elaboradas com grão de milho
triturado, farelo de soja, amiréia, calcário calcítico e
mistura mineral.
As vacas foram ordenhadas manualmente, duas
vezes ao dia, às 7:00 e 16:00 horas, em presença do
bezerro, e a pesagem do leite foi realizada
diariamente. O peso médio dos bezerros ao nascimento
foi de 30 ± 2 kg. Após a ordenha, os bezerros foram
pesados, mantidos juntos das mães por 20 minutos, e
então pesados novamente, de modo a determinar a
quantidade de leite ingerido. As fezes e a urina
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excretadas pelos bezerros durante o período de
amamentação foram coletadas e incluídas no peso dos
mesmos.
O fornecimento do concentrado, com diferentes
níveis de PB, foi efetuado de maneira parcelada
equitativamente, logo após a ordenha em comedouros
individuais. Nesse momento o bezerro, previamente
amamentado, permaneceu com a vaca, de modo a
manter o vínculo e, consequentemente estimular a
persistência da lactação. Após 30 minutos, os bezerros
e as vacas foram conduzidos ao piquete para o
pastoreio. No entanto, os bezerros foram mantidos em
baias com armação de ferro e revestidas lateralmente
com tela de alambrado, para evitar a amamentação.
Neste sistema, as vacas permaneceram com livre acesso
aos bezerros, sendo o contato entre eles realizado pela
parte superior da baia. Cada piquete foi pastoreado
durante dois dias consecutivos, e permaneceu durante
30 dias em descanso. Os piquetes foram adubados em
função da demanda de nutrientes pela forrageira e da
qualidade do solo. Em cada piquete foi alocado um
bebedouro e um comedouro para sal mineral. A taxa
de lotação fixa por hectare foi de 1,7 UA (unidade
animal). Quando necessário animais reguladores foram
utilizados para controlar a disponibilidade de biomassa
e manter a qualidade nutricional da forrageira, de
modo que o consumo e a disponibilidade da gramínea
tenha acontecido no ponto ótimo de pastoreio.
Ao final de cada período de pastoreio, as coletas de
forragem foram realizadas no dia da entrada e no dia
da saída dos animais de cada piquete. As áreas
amostradas em cada piquete, foram escolhidas
aleatoriamente e posteriormente foram efetuadas a
classificação e a pesagem das frações da biomassa
(folha, colmo e material senescente). As frações da
biomassa foram armazenadas em câmara de
congelamento (20 °C) para posterior realização das
análises de matéria seca (MS), PB, fibra em detergente
neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e
matéria mineral (MM), conforme metodologia descrita
pela AOAC (1990). Os teores de carboidratos totais (CT)
foram estimados pela equação proposta por Sniffen et al.
(1992): CT = {100 [PB (% MS) + EE (% MS) + MM (%
MS)]} e os carboidratos não fibrosos (CNF) foram
calculados de acordo com a equação proposta por Hall
(2000), onde CNF = {100 [[PB (% MS) % PB derivada
da ureia + % de ureia] + FDN (% MS) + EE (% MS) +
MM (% MS)]}.
O consumo de forragem pelos animais foi
determinado indiretamente através da fibra em
detergente ácida insolúvel (FDAi) como marcador
interno. Os alimentos ingeridos (forragem e
concentrado) e as fezes (0,5g de amostra, moída em
peneira de 1 mm, armazenadas em saco de tecido não
tecido (TNT), tratados com acetona PA devidamente
identificados) foram incubadas por 288h segundo o
método descrito por Craig et al. (1984). A produção
fecal dos animais foi quantificada pela coleta total de
fezes num período de 24 horas. Assim, no final de cada
período experimental, as vacas foram mantidas, junto
de suas crias, em um curral para facilitar a coleta das
fezes. Nesse período, a forragem foi disponibilizada
em um comedouro ad libitum e o concentrado foi
fornecido conforme os respectivos tratamentos. Nos
últimos dias de cada período experimental foram
coletadas amostras de leite na ordenha matutina do 12º
dia e na ordenha vespertina do 13º dia. As amostras de
leite foram armazenadas em recipientes plásticos
esterilizados, refrigerados a 4 ºC e analisada quanto a
sua qualidade fisicoquímica. Foram quantificados os
teores de gordura, proteína, lactose, e sólidos não
gordurosos bem como a densidade e pH pelo método
de espectrofotometria de infravermelho através de
aparelho analisador.
A digestibilidade aparente dos alimentos (forra
gem e concentrado) foi determinada coletandose 50
gramas de fezes na ampola retal, no 11º, 12°, 13° e 14º
dia de cada período experimental, após a ordenha
matutina e vespertina, de maneira alternada, de forma
que desse conjunto recolhido foi obtido uma amostra
do período por animal. Nestes dias também foram
coletadas amostras de forragem e alimento
concentrado, e juntamente com as amostras de fezes,
foram armazenadas a 20 ºC, para posterior analise.
As amostras de forragem foram coletadas confor
me a técnica do pastejo simulado (Arroeira et. al., 1999).
A coleta foi realizada, por um período de 40 minutos,
com inicio as 6:00 horas, antes do arraçoamento
matinal. Nesta coleta, os animais foram acompanhados
a uma distância inferior a 2m, com observação direta
dos movimentos de pastejo e a manifestação de
preferência pelos diferentes componentes estruturais
da forrageira. Assim, de maneira simultânea e
sincronizada com as vacas, quatro amostras de
forragem foram colhidas manualmente (10 minutos/
amostra) semelhantes ao que foi selecionado e
consumido pelos animais. Após homogeneização do
material, uma subamostra de 2 kg foi utilizada para
posterior avaliação bromatológica.
Após o término de cada período experimental, as
amostras de forragem foram présecas em estufa com
ventilação forçada a 65 ºC por 72 horas. Em seguida, as
amostras de forragem foram moídas em moinho tipo
Willey, peneiras com crivo de 1mm e homogeneizadas
Franciscatti et al.
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Foram efetuadas coletas de sangue após a orde
nha, no 11º dia de cada período experimental. As
mesmas foram realizadas por punção na veia caudal
e o sangue armazenado em tubos de vacuntainer
com 2 gotas de heparina. Imediatamente após a
coleta, as amostras foram centrifugadas e o plasma
congelado para posterior alise dos níveis de
glicose e ureia plastica, utilizando kits comerciais
(Labtest
®
, Lagoa Santa, BR).
Análise de estatística
Todas as variáveis estudadas foram testadas quan
to à homogeneidade de variâncias pelo teste de
Bartlett; a normalidade dos resíduos, pelo teste de
ShapiroWilk que são prérequisitos para a
realização da análise de variância. As variáveis
significativas foram comparadas através das
diferenças nimas significativas a 5 % de
probabilidade de erro. As alises foram realizadas
utilizandose o Proc Genmod do programa
estatístico SAS (Statistical Analysis System, 2007).
Para análise estatística dos dados foi utilizado o
seguinte modelo estatístico: y
ijl
+V
i
+P
j
+T
l
ijl
; em
que: y
ijl
é a observação associada ao animal i(1, 2, 3 e
4), no período j(1, 2, 3 e 4), no tratamento l (1, 2, 3 e
4); V
i
é o efeito fixo associado a animal do
experimento i; P
j
é o efeito fixo associado ao período
T
l
é o efeito fixo associado ao tratamento j; e ε
ijl
o
erro aleatório associado a cada observação.
para confecção de amostras compostas por animal para
cada período. Posteriormente, foram determinados os
teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), fibra
em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido
(FDA), carboidratos totais (CT), carboidratos não
fribrosos (CNF), estrato etério (EE) e matéria mineral
(MM) (Tabela 2).
Tabela 2  Produção de biomassa da forrageira Megathyrsus maximum (cv. Mombaça) com as respectivas frações de folha, colmo e
material senescente; e composição química expressa na matéria seca no período experimental.
Variáveis Média Período Experimental
Produção de biomassa da forrageira
(kg MS / hectare) 5.143,28
Folha% 53,12
Colmo % 39,87
Material Senescente % 7,01
% MS Folha 27,12
Colmo 19,35
Material Senescente 55,14
% PB Folha 6,78
Colmo 3,54
Material Senescente 2,18
% EE Folha 1,33
Colmo 1,28
Material Senescente 1,02
% FDN Folha 68,65
Colmo 73,85
Material Senescente 65,99
% FDA Folha 36,12
Colmo 40,49
Material Senescente 28,11
% CT Folha 74,21
Colmo 81,85
Material Senescente 78,44
% CNF Folha 11,12
Colmo 11,24
Material Senescente 15,84
% MM Folha 11,33
Colmo 12,22
Material Senescente 14,46
MS: matéria seca; PB: proteína bruta; EE: extrato etério; FDN: fibra em detergente neutro; FDA: fibra em detergente ácido; CT: carboidratos totais; CNF:,
carboidratos não fribrosos; MM: matéria mineral.
Níveis de proteína no concentrado de vacas da raça Curraleiro Pé Duro
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O aumento no nível de proteína bruta do concentra
do influenciou apenas o consumo de proteína bruta
(CPB) da dieta, onde os tratamentos com 20 % e 22 % de
PB apresentaram valores mais elevados, não sendo
observado efeito sobre o consumo dos demais nutrientes
(Tabela 3). Estas diferenças foram observadas mesmo
com a utilização de um numero baixo de animais. Esta
limitação justificase pelo numero de vacas paridas no
período experimental. No presente estudo, a pastagem
disponibilizada pode ser considerada de qualidade
baixa (Tabela 2), já que apresenta teores proteicos pobres
na folha, colmo e material senescente abaixo do nível
mínimo de 7 % PB (Van Soeste, 1994). Deste modo, era
esperado que o consumo de MS aumentasse com níveis
mais elevados de PB no concentrado, o que não foi
observado. Segundo Reis et al. (2009) e Paulino et al.
(2008), em pastagens de baixa qualidade, mesmo com a
disponibilidade de fibra potencialmente digestível, a
proteína é o nutriente mais limitante, e quando
suplementada, pode aumentar a eficiência de
degradação da fração fibrosa e, consequentemente, a
taxa de passagem e o consumo de MS. A fração fibrosa
da pastagem (FDN) (Tabela 2) apresentou níveis
elevados, acima de 60 %. Esse fato pode ter
comprometido o consumo de MS pelos animais, uma
vez que, dietas ricas em fibra e com baixa concentração
de energia, tem a ingestão limitada por uma restrição da
capacidade do trato digestivo ou capacidade de
distensão ruminal (Forbes, 1977). Amanlou et al., (2017),
estudando o efeito da suplementação com diferentes
teores de PB (16 %, 19 % e 21 %) e diferentes níveis de
proteína não degradada no rúmen (5 %, 7 % e 9 %),
observaram resultados contrários a esta pesquisa, em
que o consumo de MS aumentou em respostas aos
tratamentos. No presente trabalho o aumento verificado
para o consumo de PB (Tabela 3)pode ser explicado
pelos teores crescentes deste nutriente nos concentrados
fornecidas aos animais.
Resultados e Discussão
Tabela 3 Médias de consumos de matéria seca e nutrientes de acordo com os níveis de proteína bruta do concentrado.
Variáveis ¹ Niveis proteicos do concentrado pvalor CV(%)
16 % 18 % 20 % 22 %
CMS (kg/dia) 5,83 5,98 6,39 6,64 0,70 17,53
CPC (%) 2,31 2,37 2,42 2,46 0,95 17,43
CPM (g/kg
1
PC
0,75
) 91,72 94,13 97,46 99,41 0,91 17,39
CPB (kg/dia) 0,72
b
0,78
b
0,88
a
0,96
a
0,05 12,16
CFDN (kg/dia) 2,64 2,72 2,94 3,08 0,83 26,71
CFDA (kg/dia) 1,12 1,17 1,32 1,40 0,68 28,56
EA (%) 0,897 0,912 0,858 0,819 0,95 30,04
MS: matéria seca; PB: proteína bruta; EE: extrato etério; FDN: fibra em detergente neutro; FDA: fibra em detergente ácido; CT: carboidratos totais; CNF:,
carboidratos não fribrosos; MM: matéria mineral.
A digestibilidade dos nutrientes pode ser influen
ciada pelo consumo de concentrado e níveis de proteína
bruta da dieta, pois proporcionam melhoria no ambiente
ruminal e consequente aumento na digestão da MS dos
alimentos (Detman et.al., 2005). No entanto, neste
trabalho somente houve diferenças na digestibilidades
da proteína bruta (DPB) e digestibilidade do extrato
etéreo (DEE) com o aumento da proteina bruta no
concentrado. A maior digestibilidade da proteína (DPB)
foi obtida a partir de 18 % de PB, e a maior
digestibilidade do extrato etéreo (DEE) foi obtida apenas
com 22 % de PB. A digestibilidade dos demais nutrientes
não foi influenciada pelo nivel de PB do concentrado
(Tabela 4). Vários autores relataram aumentos na
digestibilidade de MS, PB e FDN com a elevação dos
níveis de proteína na dieta (Broderick, 2003; Pereira et
al., 2005; Colmenero e Broderick, 2006, Paiva et al, 2013),
diferente daquilo que foi observado no presente
experimento. Possivelmente os animais Curraleiro
Duro são adaptados a dietas com baixos valores
proteicos, demostrando assim uma capacidade natural
para aproveitar alimentos fibrosos.
Tabela 4 Coeficientes de digestibilidade de acordo com os níveis de proteína bruta do concentrado.
Variáveis ¹ Niveis proteicos do concentrado pvalor CV(%)
16 % 18 % 20 % 22 %
DMS(%) 63,27 63,99 67,62 68,26 0,51 8,33
DPB(%) 63,71
b
67,69
a
70,76
a
73,39
a
0,05 12,16
DFDN(%) 52,50 53,34 53,65 60,20 0,83 23,93
DFDA(%) 30,81 32,83 35,84 44,31 0,70 47,39
DCT(%) 63,04 63,19 64,64 65,32 0,62 4,36
DCNF(%) 81,85 84,52 84,84 85,05 0,98 15,32
DEE(%) 56,80
b
57,33
b
60,21
ab
65,60
a
0,04 13,40
Médias seguidas de letras iguais, na linha, não diferem entre si (P > 0,05).
DMS: digestibilidade da matéria seca; DPB: digestibilidade da proteína bruta; DFDN: digestibilidade da fibra em detergente neutro; DFDA: digestibilidade da fibra
em detergente ácido; DCT: digestibilidade dos carboidratos totais; DCNF: digestibilidade dos carboidratos não fibrosos; DEE: digestibilidade do extrato etéreo;
DMM: digestibilidade da matéria mineral; ED: energia digestível.
Franciscatti et al.
ISSNL 10221301. Archivos Latinoamericanos de Producción Animal. 2023. 31 (3): 277  286
283
O aumento da proteína no alimento concentrado
mostrou efeito sobre os níveis de glicose sanguínea. Os
animais alimentados com os concentrado de 20 % e 22 %
de PB apresentaram maior quantidade de glicose
sanguínea (55,4 e 56,5mg/dl, respectivamente) (Tabela 5).
A concentração de glicose variou de 51,16 a 56,50 mg/dL,
permanecendo dentro do intervalo considerado normal
para bovinos, que pode variar entre 45,00 a 75,00 mg/dL
(Kaneko et al., 1997). Já a concentração de ureia sanguínea
o foi alterada pelo aumento de proteína no
concentrado, sendo este fato influenciado pelo elevado
coeficiente de varião (Tabela 5). De acordo com Kaneko
et al. (1997), os valores considerados normais de uréia no
plasma sanguíneo bovino estão entre 17 e 45 mg/dl,
portanto coerentes com os valores encontrados neste
estudo, que variou de 22,69 a 28,12 mg/dl (Tabela 5).
Tabela 5 Níveis de glicose e ureia no plasma sanguíneo de vacas Curraleiro Duro de acordo com os níveis de proteína
bruta do concentrado.
Paramêtros Nível Proteico do Concentrado pValor CV(%)
16 % 18 % 20 % 22 %
Glicose  mg/dl 51,16
b
53,09
b
55,37
a
56,50
a
0,03 6,83
Ureia  mg/dl 22,69 26,58 27,08 28,12 0,40 25,27
Médias seguidas de letras iguais, na linha, não diferem entre si (P > 0,05).
O propionato é o principal precursor da glicose no
gado e tem associão com o fluxo de glicose para a
glândula mamária, sendo portanto, a prodão de leite e
a síntese de lactose dependente do fluxo de entrada de
glicose na glândula maria (Fonseca, 1995). Todavia,
devido aos mecanismos de economia de glicose, os efeitos
dos tratamentos sobre as concentrações de glicose
plasmática normalmente o o esperados em
ruminantes (Gagliostro e Chilliard, 1992). No entanto, no
presente experimento, foi verificado uma elevão da
concentração de glicose sanguínea (Tabela 5) e no teor de
lactose no leite (Tabela 6) em função do aumento do vel
proteico do concentrado, mas, esse aumento o foi
suficiente para promover efeito significativo na prodão
de leite dos animais. De maneira similar, Paiva et al.,
(2013) também verificaram efeito crescente na lactose do
leite com o aumento da proteína na dieta de vacas
leiteiras. O aumento do teor de PB no concentrado não
influenciou a produção de leite total e/ou a produção de
leite corrigida para 3,5 % de gordura. Assim como, não
houve mudaa na quantidade de gordura,
condutividade e pH do leite com o aumento de protna
no concentrado. Entretanto, foi observado um aumento
na quantidade de proteína, lactose e sólidos totais do leite
com o aumento da PB no concentrado (Tabela 6). A
proteína do leite aumentou a partir da inclusão de 18 % de
PB no concentrado. Já a lactose e os lidos totais do leite,
aumentaram a partir de 20 % de PB no concentrado. Sola
(2015), ao acompanhar um rebanho de 150 animais da raça
Curraleiro Pé Duro no estado de Gos, observaram
valores dios de 3,26 % de gordura e 3,66 % de proteína,
4,45 % de lactose e 11,50 % de sólidos totais no leite, valores
próximos aos encontrado neste estudo, com média de 3,37 % ;
3,57 %; 4,64 % e 11,99 % respectivamente.
A ausência de efeito na eficiência alimentar (Tabela 3)
e na prodão de leite total e/ou corrigida para 3,5 % de
gordura (Tabela 6) com o aumento da quantidade de PB
no concentrado, indica a baixa aptidão genética das
vacas Curraleiro Duro para a produção de leite.
Avaliando vacas da raça Holandesa, Pereira et al.
(2005), encontraram aumento na produção de leite
corrigido para 3,5 % de gordura, mas não verificaram
efeito na produção de leite total, quando utilizaram
dietas com níveis crescentes de PB (11,3; 12,3; 13,3 e
14,4 %). Teixeira et al. (2010) e Paiva et al. (2013)
encontraram aumento na produção de leite em vacas
da raça Gir e Holandesa, respectivamente, com
elevação dos níveis de proteína da dieta.
Tabela 6 Produção e qualidade físicoquímica do leite de vacas Curraleiro Duro de acordo com os níveis de proteína bruta
do concentrado.
Variáveis ¹ Nível Proteico do Concentrado pvalor CV(%)
16 % 18 % 20 % 22 %
PL 5,04 5,22 5,23 5,29 0,83 8,07
PLCG 4,83 5,13 5,14 5,25 0,71 10,34
Proteína 3,40
b
3,58
a
3,63
a
3,70
a
0,04 4,55
Gordura 3,25 3,40 3,41 3,45 0,76 8,27
Lactose 4,36
b
4,58
b
4,79
a
4,83
a
0,04 8,42
Sólidos Totais 11,41
b
11,88
ab
12,27
a
12,42
a
0,04 6,44
Condutividade 0,83 0,84 0,80 0,81 0,93 12,59
pH 6,28 6,31 6,35 6,34 0,27 0,71
PL: produção de leite.
PLCG: Produção deleite corrigida para 3,5 % de gordura = (0,432 x kg leite) + (0,1623 x kg de leite x % gordura), de Evans et. al., (1993).
Médias seguidas de letras iguais, na linha, não diferem entre si (P > 0,05).
Níveis de proteína no concentrado de vacas da raça Curraleiro Pé Duro
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284
Tabela 7 Médias da produção de leite e leite ingerido pelos bezerros (kg.dia
1
) de vacas Curraleiro Duro de acordo com os
níveis de proteína bruta do concentrado.
Nível
Proteico Ordenha Ingerido Bezerro
Matutina Vespertina Total Matutina Vespertina Total
16 % PB 1,34 0,78 2,12 1,86 1,06 2,92
18 % PB 2,12 0,85 2,97 1,51 1,02 2,53
20 % PB 1,60 0,87 2,47 1,81 0,95 2,76
22 % PB 1,76 0,81 2,57 1,86 0,89 2,75
Média 1,71 0,83 2,54 1,76 0,98 2,74
A produção de leite ordenhado e a estimativa do
leite ingerido pelo bezerro foram similares em ambos
os períodos, vespertino e matutino (Tabela 7). A
quantidade total de leite ingerida pelo bezerro foi
semelhante a quantidade total de leite ordenhado.
Conclusões
O incremento dos níveis de PB no alimento
concentrado de vacas da raça Curraleiro Duro
promoveu aumento no consumo e na digestibilidade
da PB dos alimentos, e nos teores de proteína, lactose e
sólidos não gordurosos do leite, no entanto não
influenciou a gordura e a produção de leite.
Agradecimentos
Agradecimentos aos órgãos financiadores desta pesquisa, e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Campus Aquidauana (UEMS).
Conflito de Interesses: Os autores declaram que não há conflito de interesse.
Aprovação do Comité de Experimentação Animal: Foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de
Animais (CEUA) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), protocolo 036/2019.
Contribuições dos Autores: Paloma Maria Leite Franciscatti: outrora responsável pela execução do
trabalho a campo, analise laboratorial e revisão bibliográfica. Franscine Kelli Quinhones Bonatti: autora
responsável pela revisão dos dados, analises estatísticas, revisão e discussão dos resultados e finalização
do manuscrito. Marcus Vinicius Morais de Oliveira: autor da proposta original, descrição da
metodologia, revisão bibliográfica, análises estatísticas e discussão dos resultados. Dirce Ferreira Luz:
autora responsável descrição da metodologia, revisão bibliográfica e discussão dos dados.
Financiamento: Esta pesquisa foi financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI),
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Apoio ao
Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).
Editado por: María Mercedes Knowles e Omar AraujoFebres
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